Seu filho “sabe”, mas não consegue fazer? Ele entende o conteúdo, mas não entrega tarefa? Parece falta de vontade, mas muitas vezes é falta de ferramentas adequadas!
Isso tem nome: funções executivas. E sim: dá para desenvolver — com constância e estratégias bem assertivas e estruturadas!
O que são funções executivas?
São habilidades que ajudam a criança a gerir a própria ação. As principais:
- memória de trabalho (segurar informação na mente enquanto usa)
- controle inibitório (frear impulsos)
- flexibilidade cognitiva (mudar de estratégia)
- planejamento e organização
Por que a “aprendizagem é o eixo”?
Com as funções executivas prejudicadas , a criança pode :
- Ter dificuldades para iniciar uma tarefa sem mediação;
- se perder em tarefas longas, não concluindo-as ;
- esquecer instruções dadas sobre uma determinada demanda;
- se frustrar rapidamente .
Ou seja: a dificuldade pode aparecer como “comportamento”, mas a raiz está na aprendizagem e na autorregulação.
Atividades práticas para fortalecer funções executivas
Algumas ideias aplicáveis no dia a dia:
- Estabelecer uma rotina de atividades semanais;
- Praticar exercícios físicos coletivos;
- Estimulação cognitiva por meio de jogos e brincadeiras como o Jogo do “pare e pense” (brincadeiras que exigem esperar a vez), Jogo das cores,
- Dividir tarefas em etapas (3 passos no máximo por vez)
- Planejamento semanal com metas que sejam alcançáveis para a criança;
- Organização do material (2 minutos todo dia, não 1 hora no domingo)
O papel dos adultos (sem virar controlador)
A meta é sair do “eu mando” e ir para “eu ensino”. Em vez de fazer pela criança, você cria estrutura para ela fazer.
👉 A pergunta certa é: o que ela ainda não sabe fazer sozinha? Isso é treino, não bronca.
Conclusão
Funções executivas não são “dom”. São um conjunto de habilidades que crescem com prática, orientação e ambiente organizado.
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